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Blog de Tradução

26 October 2016

Internacionalização interna: possibilidade de cursar uma graduação em inglês sem sair do Brasil

Internacionalização interna: saiba o que é

Estudar em outro país é o sonho de muitos brasileiros. Mas dois fatores principais têm feito com que muitos estudantes adiem o sonho do intercâmbio: a crise econômica e a alta do dólar. A boa notícia é que nem tudo está perdido: um estudo encomendado pelo British Council e pela Faubai (Associações Brasileira de Educação Internacional), com participação de 90 universidades brasileiras, mostra que há 671 cursos que oferecem disciplinas em inglês. É a chamada internacionalização interna.

Esse aspecto é importante para incentivar alunos brasileiros a estudarem, praticarem e estarem em contato constante com o idioma estrangeiro, familiarizando-se com palavras e termos técnicos da área de atuação e, também, para atrair estrangeiros a estudarem no Brasil, uma vez que, de acordo com a Unesco, apenas 0,2% dos estudantes no Brasil são estrangeiros (contra 17,5% no Reino Unido).

Esse estudo mostra que, de todas as disciplinas ofertadas em inglês, mais da maioria (62%) faz parte de cursos de curta-duração, enquanto 201 disciplinas fazem parte de cursos de graduação. E, quando falamos em pós-graduação, vemos que 7% oferecem disciplinas em inglês, sejam regulares ou optativas. Mas, enquanto foi encontrado apenas um curso de graduação inteiro em inglês (Administração de Empresas na FGV), foram identificados 6 programas completos de pós-graduação no idioma estrangeiro.

Já na USP, 400 disciplinas do mestrado e doutorado, o que significa 20% do total, são em inglês. A meta da Universidade é, no próximo ano, ter 30% das disciplinas nesse idioma.

Mas a preocupação pela internacionalização interna não é à toa – oferecer disciplinas e cursos em idiomas estrangeiros faz com que elas alcancem melhores posições em rankings internacionais.

Vale ressaltar, no entanto, que a internacionalização interna não tem como objetivo ensinar o idioma aos alunos. Por isso, todos os cursos e disciplinas em inglês são voltados para quem já domina a língua.

Por esse motivo, embora essas universidades possam auxiliar quem não consegue realizar um intercâmbio, elas não devem ser vistas como alternativas que substituem estudar fora. Ainda que no exterior os cursos também sejam ministrados em inglês, há programas de intercâmbio que permitem que o aluno, se não for fluente na língua, estude o idioma antes de ingressar na faculdade, além de ele, obrigatoriamente, ter contato com o idioma no dia a dia, durante a própria rotina no país estrangeiro.

Portanto, adiar o intercâmbio está permitido, mas não desista de viver a experiência única que é morar fora. E, quando chegar o momento, não se esqueça: conte com a Korn Traduções para as traduções juramentadas de seus documentos.

*Para ler mais sobre o estudo realizado, clique aqui:

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Internacionalização interna: universidades brasileiras oferecem disciplinas e cursos em inglês